Quinta-feira, 4 de Novembro de 2010

Segunda-feira, 5 de Julho de 2010

DOIS DESENHOS ORIGINAIS










Autoria: Ricardo Pinto, 7ºB

Quinta-feira, 1 de Julho de 2010

OS TRÊS IRMÃOS

    
Era uma vez três irmãos do mini-mundo do jardim: o Miguel Polegar, que era gordinho, o Zé Indicador, que era alto e a Maria Mindinho, que era baixinha, magrinha e muito medrosa.
- Um dia havemos de tirar-te esse medo - diziam o Miguel e o Zé.
O tempo foi passando até que se decidiram:
- Vamos ter com a bruxa do jardim.
E lá se fizeram à estrada.
Um dia, deparou-se-lhes a orla da Floresta Alta do jardim.
- Tenho medo de entrar ali- disse Maria Mindinho.
- Não tenhas medo, minha querida- disse uma voz atrás deles, que os sobressaltou - Eu protejo-vos enquanto estiverem na floresta, mas nada posso fazer contra a bruxa que lá vive, pois os seus poderes superam os meus... Ai que mal educado, esqueci-me de me apresentar. Eu chamo-me João Pai de Todos. Os meus amigos chamam-me João Veloz ou João Tagarela.
- Obrigado, João Tagarela - disse Zé Indicador - Eu chamo-me Zé Indicador, o meu irmão chama-se Miguel Polegar e a minha irmã chama-se Maria Mindinho. Aceitamos a tua ajuda de bom grado. Em relação à bruxa, andamos à procura dela.
- O quê?! E porque desejam encontrar a bruxa? Estão doidos?
- Nós queremos encontrar a bruxa para que ela nos prepare uma poção que cure o medo da nossa irmã. E não, não estamos doidos.
E assim foi. Andaram, andaram, comeram, andaram, acamparam…   
 Até que chegaram à casa da bruxa: uma casa com uma base de 32  milímetros quadrados e 4 de altura, feita de um material que parecia chumbo e plástico derretidos e fundidos, tecto de lona, janelas de vidro fosco e porta com um pouco de um pneu.
O grupo bateu à porta, esperou um minuto e voltou a bater com mais força,esperou mais um minuto e empurrou a porta.  Esta cedeu e o grupo entrou e vasculhou na casa.
- Nada - disseram, depois de cinco minutos a vasculhar.
- Aaaaaaahhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!!!!!!!! - ouviram, vindo de fora de casa.
- Quando chegaram lá fora depararam-se com um espectáculo aterrador: a bruxa, atada com teia de aranha a uma erva, tinha uma aranha a avançar sobre ela.
- Zé Indicador - disse ela - toma uma miniatura de Halator.
Nesse mesmo instante, apareceu à frente de Zé Indicador uma espada. Zé Indicador pegou nela e correu contra a aranha, cortando-lhe uma pata e provocando uma espécie de gemido de dor. A aranha tentou apanhar  Zé Indicador com uma teia, mas este conseguiu esquivar-se para debaixo da aranha e fazer um grande golpe no seu ventre. Este golpe foi fatal, pois Halator era uma espada com o poder do demónio.
Zé Indicador cortou a teia que prendia a bruxa.
- Muito obrigada pela tua ajuda com a aranha. Fui apanhada de surpresa enquanto recolhia algumas gotas de orvalho.
- Então - começou Zé Indicador quero que expliques como é que sabias o meu nome.
 - Vi-o na minha bola de cristal.
- Que raio de espada é esta?
 - É uma miniatura de Halator, a espada do demónio.
 - Podias preparar-nos uma poção que curasse o medo à nossa irmã?
- Sim, mas vou precisar de um ingrediente muito raro: um pouco de uma folha de um trevo de quatro folhas, que só existe na zona mais sombria e perigosa da floresta alta, onde existem muitos insectos.
- Nós iremos buscar esse ingrediente! - Disse em coro o grupo, cheio de entusiasmo.
- Então, tomem estas armas: para ti, Miguel Polegar, eu dou-te uma miniatura de Suimlaris, a imbatível; para ti, João Veloz, uma miniatura de Domivat, com o punho congelado para não te queimares; e para ti, Maria Mindinho, o Báculo de Eishel.  E agora, para os quatro, dou-vos o dom de saber e conseguir dominar as vossas novas armas.
E lá foi o grupinho à aventura.
- Es... estou a a fi... ficar com mu... muito medo – gaguejou Maria Mindinho – a flo... floresta está a fi... ficar escura.
E era verdade: tinham entrado na parte escura da floresta alta.
Estava Zé Indicador a consolar a irmã quando, vinda do nada, uma joaninha os atacou.  Felizmente, todos se esquivaram a tempo, preparando-se para atacarem e se defenderem dos golpes daquela joaninha.
- Calma, calma, minha querida – disse uma voz doce, enquanto que um vulto esbelto aterrava ao pé da cabeça do insecto, fazendo-lhe festas.
Tal como tinha aparecido, a joaninha desapareceu.
- Olá – disse o vulto, virando-se e mostrando uma bela jovem, morena, com algumas sardas, olhos castanhos, cabelos escuros, roupas verdes e um cinto dourado - eu chamo-me Joana Anelar.
- Olá – disse Zé Indicador – eu chamo-me Zé Indicador, este é o Miguel Polegar, esta é a Maria Mindinho e este é o João Veloz.  Muito prazer.
- O prazer é todo meu. Venham a minha casa comer qualquer coisa.
- Não obrigado.  Estamos de passagem, viemos apenas buscar um pouco de uma folha de um trevo de quatro folhas para fazer uma poção mágica para tirar o medo à Maria Mindinho. - disparou João Pai de Todos.
- Também lhe podes chamar João Tagarela – disse Zé Indicador a Joana Anelar.
- Ih ih! Eu sei onde podem encontrar trevos de quatro folhas.  Sigam-me.
E Joana Anelar conduziu-os até uma “clareira” cheia de trevos de quatro folhas, de onde recolheram o que precisavam e voltaram à casa da bruxa.
- Ah! Já chegaram. Vou pôr a poção mágica a fazer. Suponho que essa seja a Joana Anelar.
- Como é que... - começou Joana Anelar.
- Viu o teu nome numa bola de cristal – interrompeu-a Zé Indicador.
- Reparaste que o João Pai de Todos está apaixonado pela Joana Anelar? - perguntou Maria Mindinho a Zé Indicador pouco depois, enquanto estavam à espera da poção mágica. - Não pára de olhar para ela.
- Sim, reparei.  Também reparei que coraram ambos, quando trocaram um primeiro olhar.  São uns perfeitos pombinhos.
- Aqui tens a tua poção mágica, minha querida – disse a voz da bruxa por trás deles.
- Obrigada – disse Maria Mindinho, depois de ter bebido a poção mágica.
E o grupo fez-se à estrada.
- Sabem, a Joana Anelar e eu decidimos que queríamos ficar aqui na floresta – disse João Veloz, quando estavam a chegar à orla da floresta alta.
- Está bem, mas não pensem que se livram de umas visitas – responderam os irmãos.
- Está bem, podem visitar-nos – respondeu João Pai de Todos.
- Claro que podemos!  Adeus – retorquiram os irmãos.
- Adeus.

       Epílogo

Os três irmãos, quando regressaram a casa, formaram uma banda de rock famosa, enquanto que João Veloz e Joana Anelar casaram e tiveram muitos filhos.  Os irmãos fazem visitas ao casal:
- Ó João Pai de Todos, és pai de todos?
- Este sítio é muito mais agitado do que a nossa floresta!
Enfim, acabou (est)a história, viveram felizes para sempre e é tudo.





FIM


         Autoria: Rei dos Minimeus

Terça-feira, 15 de Junho de 2010

Ode ao Verão






Ode ao Verão

As aulas estão a acabar
Os testes já lá vão
É tempo de descansar
Cheira a Verão!

A natureza mostra as suas cores
Os seres vivos despertam a sua paixão
As flores acordam com diferentes odores
Cheira a Verão!

Há festas, danças e santos populares
Anuncia-se uma nova estação
Apetece a praia e novos ares
Sabe a Verão!

O dia é grande e o sol resplandece
Praia, areia e passeio em calção
No vermelho do céu o astro rei desaparece
Anuncia-se mais um dia de Verão

Viva o Verão!

                                                         Autoria: Sara Reis; 6º D 

A Lei do Porquê

           


            


            


            A Lei do Porquê

O que vão ler a seguir, fala das desilusões e desgostos que acontecem ao longo da nossa vida.
As pessoas pensam no passado e no futuro, mas nunca se lembram do presente.
Mas porquê?
Porque pensamos nos desgostos de amor e não pensamos nos momentos felizes?
Porque é que desabafamos com os nossos amigos ou amigas e não com os nossos pais?
Por que é que caímos uma e outra vez sempre no mesmo erro?
Porquê?
Porque é que somos tímidos?
Porque é que somos pessimistas, mas não somos optimistas?
Porque é que tudo isto nos acontece?
Porque é que não podemos voltar atrás e remendar tudo isto?
Porquê?
Se calhar é melhor pensarmos duas vezes… mas isto é mesmo assim.
Isto tudo acontece porque somos humanos, temos a tendência de errar e acertar.
As discussões acontecem, porque somos o oposto das outras pessoas e, muitas vezes, os opostos chocam e isso não é nada bom.
Existem pessoas que lidam muito bem com esses problemas, essas discussões e zangas, que só existem para nos dificultar a vida. Não podemos ir abaixo e é nessas alturas que é preciso ter amizades verdadeiras.
Com amigos a valer temos motivos para continuar sempre em frente.
O que não podemos fazer é desistir. Não é?

                                    Autoria: Sara Reis, 6ºD  

Quarta-feira, 26 de Maio de 2010

O Rei





O rei

Solitário ficou um rei,
que se dedicou à poesia.
Solitário ficou um rei,
no qual ninguém pensaria.

Solitário ficou um rei,
que em mistério se esconde.
Solitário ficou um rei,
mas ninguém sabe onde.



               Autoria: Pena de Fénix

Domingo, 28 de Fevereiro de 2010

Os dois lobos








"Um velho índio estava a falar com o seu neto e contava-lhe:
- Sinto-me como se tivesse dois lobos a lutarem no meu coração: um deles está irritado, é violento e vingativo, o outro está cheio de ternura, amor e compaixão.
O neto perguntou:
- Avô, diga-me, qual dos dois lobos ganhará a luta no seu coração?
O avô respondeu:
- Aquele que eu alimentar."

    Pensamento índio enviado por Rita Silva, 6º D